Duplicidades
O mesmo cliente, produto ou fornecedor aparece com códigos, nomes e condições diferentes.
Migrar cadastros sem revisar sua qualidade transfere para o novo ambiente duplicidades, códigos abandonados e regras que ninguém mais consegue explicar. O saneamento prepara uma base menor, documentada e adequada aos processos futuros.
Clientes, fornecedores, produtos, saldos e títulos exigem critérios diferentes. A equipe precisa separar dado obrigatório, histórico útil, registro inativo e informação que deve permanecer apenas no legado para consulta.
O mesmo cliente, produto ou fornecedor aparece com códigos, nomes e condições diferentes.
Informações necessárias ao processo futuro não existem ou foram preenchidas sem padrão.
A tentativa de migrar tudo aumenta esforço, prazo e risco sem benefício operacional proporcional.
Comece pelo uso futuro: faturar, comprar, produzir, cobrar, analisar ou atender uma obrigação. A finalidade determina campos mínimos, relacionamentos e qualidade aceitável.
Registre também o que não será migrado, onde continuará disponível e por quanto tempo. Essa decisão reduz cargas desnecessárias sem eliminar rastreabilidade.
Normalização de nomes, documentos, unidades, endereços e classificações deve seguir regra aprovada. Automatizações aceleram o trabalho, mas uma amostra precisa demonstrar que não criou novas distorções.
Dúvidas de negócio não devem ser decididas apenas pela equipe técnica. A área responsável valida fusões, exclusões, reclassificações e exceções relevantes.
Depois da transformação, faça cargas de ensaio e compare quantidades, saldos, vínculos e amostras críticas. Um total correto pode esconder registros associados ao cliente ou produto errado.
A aprovação registra fonte, arquivo, versão da regra, data de corte e evidência. Assim, correções posteriores podem ser reproduzidas em vez de refeitas por tentativa.
Classifique conjuntos de dados pela função no novo processo. Documento fiscal inválido, unidade de medida incorreta ou saldo sem origem podem impedir operação e conciliação; uma descrição antiga talvez afete apenas conveniência de consulta.
Essa avaliação define sequência, rigor e amostragem. Dados críticos recebem regras mais fortes, dupla validação ou conciliação completa. Itens de menor risco podem usar amostra, tratamento posterior ou permanência no legado, desde que a decisão fique registrada.
A mesma regra de limpeza não serve para cadastros, saldos, títulos e históricos.
| Conjunto | Problema crítico | Validação de aceite |
|---|---|---|
| Clientes e fornecedores | Duplicidade, documento inválido e condição inconsistente | Unicidade, campos obrigatórios e amostra da área |
| Produtos e materiais | Unidade, conversão, classificação e item inativo | Teste de compra, estoque, venda e produção |
| Saldos e títulos | Valor sem composição ou vínculo de origem | Conciliação integral por conta, entidade e vencimento |
| Histórico | Volume excessivo e relacionamentos quebrados | Consulta amostral e acesso preservado ao legado |
Um conjunto crítico permite validar regra, ferramenta, responsabilidade, evidência e esforço necessários para a carga final.
Escolha dados com uso claro no novo processo e problemas representativos de qualidade.
Estabeleça obrigatoriedade, formato, unicidade, validade, histórico e tratamento de exceções.
Trabalhe sobre cópia identificada, registre transformações e preserve casos enviados à decisão manual.
Valide quantidade, vínculos, saldos e amostras antes de aprovar o método para os demais dados.
Trabalhe por conjunto de dados e preserve uma cópia íntegra da origem.
Liste fontes, proprietários, volumes, campos, relacionamentos e problemas já conhecidos.
Defina obrigatoriedade, formato, unicidade, validade, corte histórico e tratamento de inativos.
Aplique regras sobre cópia controlada e separe casos que exigem decisão manual.
Concilie carga de ensaio e obtenha aprovação formal da área responsável pelo dado.
As respostas delimitam critérios sobre duplicidades, campos incompletos, histórico excessivo. Condições específicas são confirmadas no diagnóstico e na proposta comercial.
A área que conhece o significado e o uso do registro deve decidir; a equipe técnica apoia extração, análise, transformação, carga e evidências.
Depende do uso até a virada. Correções necessárias à operação atual podem voltar à origem; transformações específicas da migração ficam controladas na base intermediária.
A decisão considera obrigação, consulta, análise, desempenho, custo e disponibilidade do legado. O período útil deve ser definido separadamente por tipo de informação.
É preciso definir o registro principal, preservar vínculos e testar a consolidação. Excluir um código sem tratar seus movimentos pode quebrar saldos e rastreabilidade.
Não. Cargas de ensaio revelam problemas de formato, relacionamento e regra. O ciclo continua até que as conciliações e amostras atendam aos critérios aprovados.
A THR ajuda a organizar fontes, critérios, tratamentos e conciliações para que o novo ERP receba dados utilizáveis.
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