Cenários reais
Casos frequentes, exceções críticas e fechamentos representam o trabalho que ocorrerá após a virada.
Homologar não é navegar por telas nem confirmar que o sistema abre. É executar situações representativas, verificar resultados e demonstrar que processo, regra, acesso, integração e documento funcionam em conjunto.
Um pedido pode atravessar preço, crédito, estoque, separação, faturamento, imposto, financeiro e contabilidade. Testar cada tela isoladamente não prova que essa cadeia funciona nem que suas exceções foram tratadas.
Casos frequentes, exceções críticas e fechamentos representam o trabalho que ocorrerá após a virada.
Cada teste declara dados de entrada, execução, efeito esperado e evidência necessária.
Falhas, correções, retestes e aprovações permanecem ligados ao cenário original.
Mapeie caminhos normais, devoluções, cancelamentos, bloqueios, aprovações, reprocessamentos e viradas de período. A prioridade combina frequência, impacto e dificuldade de recuperação.
Inclua perfis de acesso e segregação: uma transação correta executada por pessoa indevida continua sendo uma falha de homologação.
O roteiro registra configuração testada, massa utilizada, responsável e data. Mudanças durante a rodada exigem avaliação para saber quais cenários precisam ser repetidos.
Dados de teste devem representar combinações reais sem expor informação pessoal desnecessária. Quando houver mascaramento, confirme que relacionamentos e formatos foram preservados.
Defina previamente quais severidades bloqueiam a entrada em produção e quais podem seguir com solução temporária, responsável e prazo. A decisão considera impacto acumulado, não apenas quantidade de chamados.
O aceite final consolida cenários executados, falhas abertas, riscos conhecidos, contingências e responsáveis. Sem esse quadro, o go live vira uma aposta baseada em percepção.
Relacione requisitos e riscos aos testes que demonstram seu atendimento. A matriz mostra o que ainda não possui cobertura, quais cenários dependem de integração ou dado específico e quem tem autoridade para aprovar o resultado.
Quando uma configuração muda, use essa relação para selecionar retestes e regressão. O objetivo não é repetir toda a homologação de forma indiscriminada, mas provar que a correção funcionou e que fluxos dependentes permaneceram íntegros.
A cobertura combina frequência operacional, impacto da falha e dificuldade de recuperação.
| Grupo de cenário | Exemplo de risco | Evidência esperada |
|---|---|---|
| Fluxo principal | Processo completo não fecha entre as áreas | Documentos, movimentos, saldos e lançamentos vinculados |
| Exceção | Cancelamento ou devolução deixa efeito residual | Estorno, trilha, aprovação e reflexos conciliados |
| Integração | Mensagem atrasa, duplica ou é rejeitada | Logs, status, alerta e reprocessamento controlado |
| Fechamento | Período encerra com divergência ou acesso indevido | Relatórios, bloqueios, conciliações e aceite da área |
Um processo completo permite calibrar cenário, massa, severidade, evidência, correção e aceite antes das demais rodadas.
Priorize uma cadeia crítica com integrações, aprovações, documentos e reflexos em mais de uma área.
Inclua caminho principal, bloqueio, cancelamento, perfil, resultado esperado e dados necessários.
Capture versão, responsável, resultado, evidência, falha e impacto sem depender de memória posterior.
Avalie efeitos da mudança, repita dependências e obtenha o aceite da área sobre o resultado final.
Organize o plano antes da primeira rodada para que o resultado seja comparável.
Processos, integrações, documentos, relatórios, perfis, volumes e exceções cobertas.
Pré-condições, dados de entrada, passos, resultado esperado e evidência de cada teste.
Severidade, responsável, correção, reteste, efeito colateral e situação atual.
Critérios de saída, pendências toleradas, riscos, contingências e aprovadores.
As respostas delimitam critérios sobre cenários reais, resultado esperado, aceite rastreável. Condições específicas são confirmadas no diagnóstico e na proposta comercial.
Usuários-chave das áreas validam comportamento e resultado; equipes técnica e de implantação apoiam ambiente, dados, correções, integrações e registro das evidências.
Não existe número universal. A cobertura deve representar processos, variações, exceções e riscos relevantes, com prioridade maior para falhas difíceis de recuperar.
Sim, desde que preservem formatos, combinações, volumes e relacionamentos necessários. Algumas conciliações exigem amostras controladas próximas da realidade operacional.
Não necessariamente. É preciso avaliar o impacto da mudança e repetir o cenário afetado, seus dependentes e os testes de regressão definidos.
A decisão deve envolver responsáveis de negócio, projeto e tecnologia, considerando cobertura, pendências, contingência, treinamento, dados e capacidade de suporte.
A THR apoia a transformação de requisitos e riscos em cenários, evidências e critérios objetivos de aceite.
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